quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O primeiro Encontro

Tudo começou como se começa; pelo princípio.
Despretensioso, sem expectativas, pelo menos de minha parte.
Era setembro.
Um amigo em comum, um dia me falou: vou te apresentar um amigo, - moleque maneiro, terminou faz pouco tempo.
No que eu, prontamente respondi: - Se terminou a pouco tempo, tudo que quer é liberdade. Não tenho mais tempo para bobagens. Pra ficar na bagunça, to cansada, tenho filho que mama, preciso me resguardar, Talvez não seja a hora.
Fazia pouco tempo, minhas bebês tinham parado de mamar no peito a noite toda, e eu estava ensaiando alguns passos de liberdade, após minha maternidade independente.
Algum tempo depois, saímos juntos, eu e uma amiga, este amigo e o Gabriel.
Conheci num sábado a noite, meu amigo marcou com ele no ponto de ônibus, e quando cheguei ele não chamou minha atenção nem no estilo, nem no porte.
Fizemos a noitada praticamente em par, eu e minha amiga, e meu amigo e ele, mal ficamos realmente juntos, fomos para um local lindo, nenhum de nós nunca tinha ido, em cima de um morro em Santa Teresa. A noite estava quente, muitas pessoas bonitas e som bom, mas o bar era tumultuado e de difícil acesso. Eles resolveram ir embora, nós ficamos lá sozinhas, eu e minha amiga. Em algum momento nos tocamos que estávamos sozinhas em cima de uma comunidade, ficamos com medo, resolvemos descer.
Na verdade esse momento aconteceu quando o notavelmente chefe do morro, cheio de cordão de ouro e capangas ao redor, fixou seu olhar dentro do meu; com uma cara de te quero.
Mandamos mensagens pra eles, que ainda estavam na Lapa, era cedo, o Gabriel resolveu ir embora e ficou o amigo comigo e minha amiga.  Tudo normal, nenhuma frustação ou chateação por ele ir embora, não havia em mim, apesar da apresentação pretensiosa despertado nada.
E talvez seja isso que desperte o outro, a indiferença.
Vai entender?

O segundo encontro, primeiro beijo

          São coisas do acaso, mas ao comentar com ele da coincidência, ele me diz que já tinha alguma intenção.
           Foi no sábado seguinte, havia um evento na Tijuca, o evento acontecia cedo, eu queria ir. Não sei como, provavelmente ele me perguntou pelo facebook, qual era a boa, o que tinha pra fazer, eu interessada neste evento sugeri, ele me disse que tinha que pegar uma bolsa neste mesmo bairro.
Combinamos e fomos. Eu sem intenção nenhuma além de ver o show que estávamos a caminho.
Fomos conversando, agradavelmente, em algum momento ele sorriu, eu notei uma covinha nele, comecei a achar ele charmoso, já tinha achado ele legal antes.
Na hora que chegamos e conseguimos uma vaga em frente ao local do show, caiu um temporal, tivemos que ficar no carro, e nesse momento fluiu muito naturalmente nosso primeiro beijo.
E ai, a chuva parou...
Um beijo assim, tão combinadinho, inesperado, tão bom.
        Ouvimos ( e curtimos) o show inteiro do carro mesmo, pois eu sendo pessoa conhecida, não fico a vontade em locais públicos, e nunca fui de ficar e beijar em público, até mesmo para andar de mãos dadas tenho/tinha alguma resistência.
         A bateria do meu telefone acabou, havia deixado as bebes com minha mãe, mas tendo relações estremecidas, nunca fico distante deixando meu bebe lá, de forma que eu esteja inacessível. 
        Estava tudo maravilhoso, mas tínhamos que partir, ele e deixou na casa da minha mãe, próximo da meia noite. 

O primeiro encontro com minhas filhas, nosso terceiro encontro


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